Retratos pra Yayá

Retratos para lembrar que menos é mais em todas as fases de nossa vida.





Retratos para Yayá é um projeto fotográfico produzido entre 2012 e 2016, criado pelos fotógrafos e pais Sávio Freire e Irmina Walczak. O casal retratou a infância vivida pela filha, livre de consumo, televisão e tecnologia e próximo às pessoas queridas e à natureza. Tudo num quintal de uma casa logo ali em Brasília. Uma pérola!
O projeto fotográfico que o originou não é só relevante pelo seu conceito, mas também pela qualidade das imagens; expressivas, tocantes, honestas e corajosas. Cada fotografia é uma narrativa completa, e o seu conjunto parece nos levar a uma viagem para um local há muito esquecido.

A ideia certamente não é criar crianças totalmente out, mas protegê-los nessa primeira infância, pois é muito fácil cair nos excessos. Um dia ela vai ganhar seu computador, ter seu celular e acesso a jogos.
Felizmente, a sensibilidade de Irmina e Sávio, junto com a doçura de Yasmin, nos lembra de que no viver simples com as experiências mais cotidianas, ainda podemos ser livres.


Retratos de uma criança que habita em você.

Resgate a simplicidade

Tenho me perguntado com muita freqüência, se deveria escrever mais sobre desapego. Elaboro um texto com todas as variáveis que apliquei sobre essa caminhada até aqui e tudo que me lembrasse. O menos continuaria a tomar conta dos armários da cozinha, da sala e de pessoas. Tudo o que restaria seria fundamental. Um conceito que se definiria com base naquilo que eu considero essencial. Poderia escrever sobre isso, sem nenhum problema. Contar como há mais espaço à minha volta, falar sobre o que eu continuo dispensando e doando, sobre o que eliminei e apaguei, mas ando distraída.
Como posso escrever sobre as vantagens do desapego, quando os meus dias estão envoltos em conversas que não quero que acabem, experiências que me abrem mais horizontes e estados que me fazem ansiar por mais, e não por menos. Cheguei à conclusão que não o poderia mais fazer.
Por isso, sem mais, nem menos, faço deste texto uma espécie de nota de apresentação ao que está para vir.
Aos momentos que enchem os meus dias.
Aos recantos que me enchem de inspiração.
Ao conhecimento, à calma e à beleza.




 Muita gratidão!

Ser simples anda muito complicado

Nunca se ouviu falar tanto em minimalismo, vida simples, consumo mínimo, simplicidade voluntária como nos últimos tempos. Mas a simplicidade não é uma nova moda, já que até antes da revolução da comunicação e da informática a vida era muito simples mesmo.
Recentemente resolvi fazer parte de alguns sites e blogues que ao mesmo tempo em que trás conhecimento e informações valiosas sobre projetos incríveis e sustentáveis, são conceitualista demais para o meu gosto. Quando comecei nesta prática algumas expressões não existia, então: “Me diga o conceito de simplicidade voluntária? De Minimalismo? Qual é o conceito???? ESQUEÇA!!!! Pratique de você para você e ao contrário de um conceito, diversos entendimentos e sensações surgirão.

O objetivo, como os nomes dizem, é ter o mínimo, somente o que é realmente necessário, para ter uma vida mais simples, com menos preocupações e sem a pressão detestável da sociedade e dos meios de comunicação para que tenhamos o carro do ano, o celular blaster, a roupa mais fashion e por ai vai. Viver com simplicidade não é uma questão de adesão, mas sim o despertar da consciência já que é impossível existir sem interferir. A questão não é deixar de comprar, até porque não dá, afinal, precisamos comer, nos vestir, assim por diante. A questão é consumir conscientemente, e isso significa consumir menos. Pensar na real necessidade das coisas para a sua vida; ter menos objetos e posses, ser sustentável são coisas que não se aprende da noite para o dia. Por isso, minimalismo, vida simples, simplicidade voluntária são estilos de vida, modos de ser que você incorpora e acredita.
Muitas vezes perdemos tempos discutindo idéias, dogmas, enfim, enquadramentos. Mas para que? Para encontrar a nossa tribo? Para achar os nossos iguais? PARE!!!! ACEITE!!!! SIMPLIFIQUE!!!!

Na minha caminhada até aqui dia após dia descubro que é muito mais do que os hábitos de doar, de pensar antes de comprar ou de reduzir, reciclar e reutilizar. É ver a vida e o mundo com outros olhos. É viver de dentro pra fora, buscando ser melhor a cada dia, ajudar os outros, pensar nos outros, preservar o planeta, descobrir o que te faz bem e feliz, focar no ser e não no ter, dar mais valor às pessoas e menos aos objetos, se libertar dos excessos que nos prendem a uma vida de máscaras, aparências, status, pesos que não precisamos carregar. Com menos TUDO, estresse, preocupações, sobra mais espaço para ser feliz e aproveitar um presente que a vida nos dá todo dia: oportunidades. De amar, desenvolver-se, aprender, conhecer, compartilhar, buscar aquilo que vai te ensinar o sentido da palavra plenitude.
Desde que comecei e lá se vão anos de tentativas, de sucessos e de fracassos também percebi que o caminho da simplicidade é infinito, a cada passo mais um progresso e mais aprendizado.

Não sejamos rigorosos, toda a humanidade foi conduzida para o que está posto nesta matriz econômica, portanto cada um a sua maneira pode comemorar o seu ou o nosso avanço.

Eu escolhi publicar este assunto como o último deste ano junto com a proximidade do Natal para falar sobre viver com simplicidade, porque, comercialmente falando, o Natal é um dos símbolos do consumismo, prática totalmente contrária à do estilo de vida simples.
O Natal é uma das datas que mais tem apelo comercial, com aquela imagem tão propagada pelo comércio e pela mídia de pessoas trocando vários presentes perto da árvore natalina.
Então, neste Natal, que tal fazer diferente? Que tal repensar os hábitos de consumo e comportamento para uma vida mais simples? Desfazer-se dos excessos e dos desnecessários para um novo ano, recomeçar com novos hábitos, celebrar o que realmente importa na vida: a própria vida e nossos relacionamentos com quem amamos.

Eu desejo a você um Natal de muita luz, paz, união, amor e aquela sensação gostosa de compartilhar momentos felizes com quem amamos.
Que cada um dos existentes encontre a sua conduta sustentável

Inspiração marítima

Então, hoje passo por aqui deixando algumas imagens que tem me inspirado.

Pelos caminhos eu encontro soluções simples e encantadoras.
Bem vindo setembro.

Mude-se


Quem nunca acordou um dia sem saber direito o que fazer ou para onde ir? Em seguida dominado por um sentimento enorme de vontade imensa de mudar… mudar de casa, mudar a cor da parede da sala, mudar os móveis do lugar… com a sensação de que isso iria, de alguma maneira, movimentar a energia estagnada que o estava deixando tão sem rumo? Senti-me assim muitas vezes mesmo, afinal a mudança é latente em nós. De fato, isso muda a energia e ajuda bastante, porém é preciso mais… É preciso colocar nestas mudanças, toda sua fé e força. Essa fé não está necessariamente relacionada à religião, tem a ver com força pessoal, equilíbrio psíquico, serenidade para aceitar a circularidade do tempo, e coragem para construir um novo modelo mental. Somente assim você perceberá que aquele conflito todo se foi e que realmente mudanças estão acontecendo.
Então, só para começar experimente um mergulho para dentro de si mesmo, experimente olhares diferentes para coisas que pareçam obvias, por exemplo.
Hoje, gostaria de dividir o texto abaixo de autoria desconhecida, que caiu na minha mão dia desses. Como sou daquelas que acredita que nada é por acaso, quero dividi-lo aqui. O texto nos apresenta reflexões simples que podemos precisar para que mudanças de fato aconteçam.

“Chega um tempo, na vida da gente, que sentimos a necessidade de mudar, seja de casa ou de nós mesmos.
Largar coisas muito enraizadas e profundas, mas que já não servem mais. 
Então surge a ideia de olhar casas novas, em todos os sentidos… Quem sabe algumas em ruas estreitas que precisamos percorrer, ou outras que fiquem em ladeiras bem íngremes, para desenvolver a nossa força. Ou quem sabe, simplificar resgatar o velho e criar um novo lugar…
Ou talvez procurar uma nova casa, que tenha muita água por perto, para amolecer a nossa argila, que são as nossas crenças…
Muitas vezes, não é necessário trocar de casa, mas olhar com outros olhos para dentro dela. 
Quem sabe, olhando melhor, possamos visualizar um rio com águas transparentes, que tem a capacidade de levar embora as preocupações que não precisamos mais… Ou ainda que reflitam o nosso interior…
E se ainda pudermos ir para perto do mar, que maravilha! Quantos ensinamentos ele tem para nos dar, basta se aquietar e observar… Lugares que tenham água por perto, ajudam a amolecer a terra seca, que são iguais a nossa dureza, rigidez e incompreensão. Olhar através de arcos resulta em enxergar aquilo que realmente precisamos ver…
Começamos a entender que a casa é a nossa morada, somos responsáveis por ela. Podemos dar cor ou não, mas o colorido exige mais cuidado.
Observar se não estamos construindo muros muito fechados em volta da nossa casa. Muros separam, pontes ligam, aproximam. Através das pontes podemos ver o outro lado. Conhecer o outro lado muda a nossa percepção, nos transforma. Começamos a ter uma nova visão… E com a nova visão, fica mais fácil pensar na nova construção ou reforma…
Precisamos nos aproximar mais das pessoas? Por acaso nos isolamos demais? Ou precisamos nos aquietar mais? Quem sabe um lugar mais alegre? Ou precisamos caminhar silenciosamente por ruas desconhecidas?
Olhar para nossa casa requer coragem e força… É enxergar o que precisa ser mudado ou desapegar do velho… É olhar fundo. E quando o desapego acontece, ele nos leva em situações caóticas, mais valiosas…
Neste momento, surge uma confusão de cores e caminhos… É a reforma. Muitas vezes, surgem o frio e o escuro, mas como tudo passa, sempre vem o novo dia para clarear!
Toda reforma ou mudança traz “caos”… Mas precisamos lembrar que vale a pena, o resultado chega!
Se a angústia bate à porta é hora de abrir e atender… Ela vem avisar que alguma coisa precisa mudar…
Quem sabe uma pausa para refletir sobre tudo isso?
Olhar para o rio e perceber que ele corre sozinho e tem seu tempo… Faz seu curso e segue livre… A cada lugar que o rio passa, ele vê novas paisagens, e nós queremos nos fixar… Permanecer…
É hora de recomeçar, mudar de casa ou reformar.
Assumir responsabilidades, ser dono delas! Com certeza não é fácil, mas vale a pena!”



Um Salve à Vida!!!


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