Boas energias para a casa nova

Minha filha esta mudando de casa e essa semana me pediu algumas dicas para proteger e purificar seu novo cantinho. Afinal, mudar é sempre uma nova porta se abrindo, novas oportunidades, renovação, enfim um momento para concentrarmos em boas e benéficas energias.
Sorte e azar são duas energias que estão por aí para quem quiser acreditar. E, para dar uma força à sorte, existe uma variedade de objetos poderosos que podem ser colocados logo na entrada de sua casa.
Mas antes de tudo é preciso à limpeza física mesmo (água e sabão). Em todos os cantinhos, se puder renovar a pintura melhor ainda. Concentre-se nessa tarefa acreditando, de coração, que todas as energias negativas estão sendo retiradas do seu lar e que boas energias estão adentrando para proteger sua casa.
Depois de tudo absolutamente tudo limpo, dilua em água vinagre de maça com sal grosso e passe na casa toda. O sal grosso é um protetor forte, tradicional e muito barato e o vinagre é um detergente natural. O ideal é fazer isso antes de colocar os moveis ou desencaixotar caixas dentro da casa antes da mudança propriamente dita.
Utilize defumadores, aromatizadores, sprays polarizadores, vaporizadores com ervas, incensos, etc. Adote uma rotina de aplicar esses preparados no ambiente todos os dias, pois eles elevam o pi siquismo do local com muita rapidez. Faço isso todos os dias na minha casa no final de cada dia. Aprendi algumas coisas lendo e me informando e outras me deixaram guiar pela intuição, no final o que importa é o sentimento, a intenção. Se estas dicas aumentarem sua fé, então o ritual terá tido valor.
Traga para dentro da sua casa algo da natureza como plantas por exemplo. Estes ajudam a contribuir com a qualidade do ambiente em que vive, removendo substancias químicas do ar.

Muitas pedras são conhecidas por seu poder de captar a energia negativa e sugá-la do ambiente, protegendo o local.
Encontre a força que vem do coração e coloque nesses rituais a intenção que deseja.
Namastê! 

Mais destralhe

Nossa!! Quanto tempo não passo por aqui. Gosto muito de escrever, mas eu tenho que estar inspirada e isso me faltaram nos últimos tempos. Tanta coisa – e nada – aconteceu nestes meses que fiquei fora do mundo dos blogs. Mudei tanto a maneira de ver a vida e me posicionar no mundo… Preciso descarregar um pouco aqui.
Quando criei o blog a primeira intenção era mostrar como tornar o cotidiano mais prático em casa: Reduzir, Organizar e Ter Tempo. Queria passar de consumista à pessoa centralizada e com foco. De certa forma acho que consegui e o blog serviu – e ainda serve – como um local de consulta.
Apesar de não escrever mais com regularidade, meu analytics mostra que as pessoas continuam acessando, o que torna pra mim difícil não passar por aqui e sentir vontade de, desabafar e contar mais um pouquinho sobre as impressões e experiências até aqui.

Já postei sobre desapego e destralhe aqui, mas acho que sempre vale repetir por que Ô coisa difícil de fazer não é mesmo?
O fato é que quando comecei o destralhe a dar, vender e jogar coisas fora, parei totalmente de comprar qualquer coisa nova pra mim ou pra minha casa que não fosse realmente necessária. Comecei a pensar mais em tudo o que eu tinha, por que eu tinha, se eu precisava ter ou não.
Muita coisa que era absolutamente natural na minha vida mudou e hoje não cabe mais na minha caminhada. Algumas coisas mudaram de forma mais repentina, mas muita coisa passou por um processo de amadurecimento da ideia e depois se consolidou até tornar-se um hábito, mas confesso a vocês que não só coisas ficaram para trás, descobri que a caminhada é mais solitária do que parece e por isso tive que me desapegar de muitas pessoas também.

Me auto-proclamei minimalista e comecei a viver de acordo com os meus próprios valores e crenças. No trajeto até aqui até aqui já me livrei de muita coisa — e mais importante ainda, deixei de comprar MUITA coisa –, mas ainda tenho um longo caminho pela frente.
Ainda luto para me ver livre de barulhos, de luzes fortes, de cores berrantes, de odores químicos, de revestimentos sintéticos.... e também para parar de fumar (um vai e volta sem fim), voltar para a yoga, diminuir ainda mais o consumo de carne e terminar projetos inacabados.

Posso dizer que aos poucos, a minha vida fica mais leve a casa vai se transformando num lugar onde as coisas em volta têm verdadeiramente um sentido. Amanhã posso arrumar uma mochila, deixar tudo pra trás e me mudar pra qualquer lugar e continuarei sendo eu, muito feliz, obrigada.
Mas não é fácil, nem é rápido — pelo menos não se você como eu, tiver passado mais de 30 anos acumulando coisas. E tem horas que dá um desânimo diante da quantidade de tralha que aparece, da trabalheira que é olhar coisa por coisa, do cansaço emocional que é se desfazer de certos objetos (depois passa, fiquem tranquilos, mas é cansativo).

Namastê! E bom destralhe pra todo mundo!

Como aproveitar sobras de tecidos, rendas e crochê antigos

Ao longo do ano vou guardando idéias e sugestões para aproveitar restos de tecidos, pequenos retalhos de rendas e aviamentos, que por alguma razão ficam se amontoando em sacolas, gavetas e gavetinhas.
Hoje vivemos a realidade do cuidado com o meio ambiente, da reciclagem e em nossas gavetas
Então deem uma olhada nos seus guardados e vejam se conseguem achar aqueles restos de tecidos que sobraram para que vocês possam praticar e pensar em novas possibilidades. Só não vale desperdiçar!


Sobras de toalhinhas de crochê e renda
Restos de lã ou linha rendem peças originais
Sobras de retalhos, aviamentos...A cortininha com restos de malha ficou linda.
Olhem esse tapete feito de restos de jeans?!
No vídeo abaixo encontrei uma ideia maravilhosa e rápida para fazer um top solto. Eu adoro tecido de renda, porque não precisa terminar as bainhas, mas dá para fazer com malha de algodão ou outro tecido que dispense acabamentos.
Faça você mesmo em dois minutos.


E então gostaram das idéias?
Uma linda semana para todos e um beijo no coração.

Quintal casa alugada ideias simples

Quintal, terraço, corredor lateral, frente, fundo, laje, cobertura… Não importa. Imagina o desespero de uma pessoa louca por verde, que se muda para uma casa alugada cujo quintal se resume a muros sem graça, piso desgastado e tudo por fazer! Muito concreto + pouco verde = 0 de aconchego! Mas com um pouco de criatividade e paciência dá para transformar qualquer espaço sem graça em um recanto agradável. Há também casos em que o quintal serve como uma área para o cultivo de plantas, para acomodar um ofurô ou uma mesa de refeições ao ar livre...Tudo depende do espaço e do que se quer para ele.
Numa pesquisa rápida também dá para ver um monte de solução criativa não só nos materiais de construção, mas também em estilo e função, que podem ser executadas em madeira, ferro ou bambu...
Então, selecionei algumas fotos que achei interessantes para servirem de inspiração a custos baixos
.
Esse área da churrasqueira é da casa da Priscila do Blog Apaixonados por casa, onde usaram apenas bambus e serrinha, arame e alicate e muito boa vontade! CURIOSIDADES: os vasos onde estão plantadas as trepadeiras são de plástico (desses horrorosos e baratinhos). Encomendaram esteirinhas de bambu para usar em volta deles, fez toda a diferença. A trepadeira escolhida foi a tumbergia azul, mas a Priscila alertou que é melhor escolher vasos maiores porque a planta começou a sofrer.
Há muitas espécies de trepadeiras que se adaptam bem a vasos, desde que eles sejam grandes o bastante para comportar as raízes. Lágrima-de-cristo, amor-agarradinho, primavera, clerodendro-vermelho... Todas essas plantas são facilmente encontradas em floras e garden centers.
Ao comprar, explique para o vendedor qual a incidência de luz e ventos no local onde pretende colocar o vaso, assim ele pode orientá-la a escolher uma espécie que vai se adaptar melhor e mais rápido.Trepadeiras usadas como cobertura na pérgula criam sombras interessantes, e se queremos naturalizar a estrutura temos ainda a vantagem de que o crescimento vertical das plantas é uma solução em lugares pequenos para poupar espaço.

Estas estruturas ripadas ou cruzadas de madeira, ferro e bambu são muito úteis para esconder áreas feias, separar a entrada social da de serviços, aumentarem a altura de muros, darem mais privacidade a casa, entre outras funções. São simples de fazer, é só encomendar a estrutura a um marceneiro ou serralheiro e ainda servem para conduzir espécies com ou sem flores.

Essas abaixo postando para os papais da Valentina como inspiração para um tanque de areia novo, cabaninha para ter sombra na grama e um piso de pedras para o caminho que leva até o pomar.



E o tempo, que não para nos trouxe até os dois anos de minha neta num piscar de olhos! Não vou usar o clichê: “parece que foi ontem que aquele ser tão pequeninho nasceu”, mas é verdade que o tempo passa depressa demais e é preciso aproveitar o máximo os momentos que trazem tantas alegrias e encantamento.
Espero que tenham gostado das sugestões. Boa semana a todos!

O mundo gira a lusitana roda, e como dizia Cazuza o tempo não para!

Tapume de obra
E voa! Estive fora de são Paulo por alguns anos e a melhor maneira de atestar as mudanças na paisagem de um bairro é ficar um tempo afastado e, de repente voltar a morar. Foi o que aconteceu quando voltei para Pinheiros, na zona oeste de São Paulo há pouco mais de dois anos atrás.
Fiz as contas, e em dezoito anos a atual é a minha sexta alteração de endereço. Leia-se aqui mudança de bairro, cidade e estado - Haja carreto. O mundo gira a lusitana roda e... Eu mudo. Aqui cabe uma legenda aos meus jovens leitores: a Lusitana era uma famosa transportadoras especializada em atender futuros escritores nômades.
A sensação foi estranha. As esquinas definitivamente não são mais as mesmas e prédios de vidro, quase todos com nomes franceses ou italianos; Oficce, Residence, Spazios... Restaurantes e bares moderninhos ocupam os lugares dos antigos sobrados. Nem mesmo o simpático casal de velhinhos que moravam na casa da esquina há décadas, resistiu – Haviam mudado do bairro pouco antes de voltar. Seu ponto foi ocupado por uma pequena "sorveteria moderninha e barulhenta”.
Continua a ser um bairro residencial e é bom que se diga que o lugar que conheci estava longe de ser perfeito. Era um típico bairro de classe média, sem grandes luxos e com os mesmos problemas de qualquer esquina de São Paulo: trânsito, sujeira e especulação imobiliária.
Mas a região tinha certo charme, com vendedores de rua que estavam no lugar há décadas e pequenos comércios para atender aos moradores do pedaço. Era fácil estacionar na rua e a noite havia silencio e podíamos ficar com as janelas abertas para ventilar e dormir em paz. Por que será que hoje esta tão difícil assim entender que as pessoas quando estão em casa, principalmente após as 22 horas, desejam dormir, repousar e ter PAZ????

Desde que me tornei moradora do bairro, perdi a conta dos prédios residenciais que vi nascer.
Hoje, quando caminho pelo bairro, sinto-me um pouco nostálgica. Embora ainda resistam alguns sobradinhos aos poucos vão sumindo do cenário. Eles são o alvo preferido das construtoras, que compram vários imóveis contíguos, planejando obter uma área grande o bastante para erguer uma ou duas torres. A pouca oferta de terrenos valoriza o metro quadrado, os imóveis ficam mais caros e, por isso, já nascem destinados à classe média alta.
Os que resistiram se transformaram em lojinhas descoladas e nas vitrines, palavras como "orgânico", "lounge", "vegan", "handmade", "sommelier", "vintage" e, claro, a maldita "gourmet", um carimbo pestilento que transforma picolé em paleta, tilápia em Saint Peter, kombi do dog em food truck e bolinho em cupcake.
A padaria que servia o pingado e pão quentinho mudou de layout, botou piso e mobília de saguão de aeroporto, instalaram catracas, TVs de plasma e vestiu os coitados das funcionários a La Mac Donalds. E a ótica que virou "Eyewear"? E a loja de bombons, que se define como "Chocommelier"? Ai meu Deus pára o mundo que eu quero descer!!!!
Por isso, foi um choque voltar ao bairro olhar para uma das muitas esquinas e me sentir na badalada e afetada Oscar Freire.

Quando uma cidade deixa um prédio de 30 andares ocuparem o lugar de seis ou sete sobrados, não causa só os problemas mais óbvios, como trânsito, falta de vagas para automóveis e aumento no preço dos imóveis, mas desfigura também o comércio local. O bairro passa a ter uma habitação transitória, e o comércio muda completamente de figura. O boteco que servia 30 PFs por dia é substituído por um restaurante perde todos os fregueses e vende o ponto para uma temakeria. Os lojistas não têm uma história com o local e a alma do bairro se vai, enquanto os preços triplicam e triplicam e triplicam.
Os frequentadores do bairro, claro, também mudam. Agora é a vez do pessoal descolado, que anda de bike pelas ciclovias, adoram pandas, gastam 400 pratas em sessões de meditação e tem na varanda do apê de 40 metros um vaso de cenouras orgânicas.
Basicamente o novo povo do meu bairro é aquela galera de cabelos c u i d a d o s a m e n t e desleixados que usam roupas vagabundas e caríssimas.
Para mim o bairro acabou. Já era. Passo pro próximo. Engula um chocommeleir e conforme-se, que esse fenômeno não tem volta.
Só uma coisa me deixa curiosa: quanto tempo o sujinho do Bar do Mario (esquina próxima à minha casa resistirá, ilhado nesse oceano de hipsterismo? - Em tempo: Hipster aquele que demonstra gostos, atitudes e opiniões consideradas cool, ou seja, atuais, legais, originais, autênticas, mas que não gostam de ser vistos como cool. Os hipsters andam em meio às pessoas no dia-a-dia, mas não gostam de fazer parte delas e consideram brega e cafona tudo que é de gosto geral. E, é claro, rejeitam o termo hipster. KKKK
Malditos hipsters!
Em breve estou chamando a Lusitana de novo e volto aqui para contar sobre o novo endereço.


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